segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Está claramente a passar-me uma carreira promissora ao lado...


Este Natal ofereci a alguns amigos bombons feitos por mim. Metade chocolate de leite, metade chocolate negro, com nougat de amendoim também caseiro. Um deles pediu-me a receita, porque a Mãe devorou-os num instante; um outro também, mas desta vez as devoradoras implacáveis foram as filhas.

Blast from the past


Sobrevivi a um fim-de-semana pautado por um jantar de anos de uma colega do liceu e um almoço com colegas de faculdade, no qual era o único solteiro e sem filhos.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Há algum tempo que não falava em parábolas


No outro dia, ao passar por uma passagem estreita, deparei-me com um ramo de árvore caído, obstruindo a mesma. Nem pensei duas vezes; limitei-me a contornar o dito ramo e seguir viagem. No mesmo dia, ao regresso pelo mesmo caminho, reparo que o ramo continuava lá, mas não no mesmo sítio, possibilitando a passagem. Alguém o tinha removido, permitindo a sua passagem e, consequentemente, a dos outros. 

Não acredito que o esforço em remover o ramo tenha sido maior do que um simples desvio.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Computer says no


Envio um email para uma repartição pública. Passado um minuto respondem-me, dizendo que terei de pedir informações para outro departamento, pois esse é que trata as datas em questão. Fiz-lhe ver que não, que as datas que pretendiam eram anteriores e por isso era com esse departamento. Dois minutos depois, recebi um novo email, lamentando, mas que a informação que pretendia não constava dos seus índices. Ainda não percebi se são muito eficientes ou se me estão a enfiar o barrete...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Provavelmente, só teremos amigos estranhos

The Philadelphia Story, 1940

Ontem, em conversa com uma amiga, demos por nós a olhar para a vida de certos casais heterossexuais entre os 30 e 40 anos e a reparar, como, na maior dos casos, o homem, sobretudo quando em solteiro enchia a boca para falar da sua liberdade e individualidade, acaba por ser o capacho e faz-tudo no seio da relação. Não nos referimos à tão desejada (e defendida por nós) partilha de tarefas domésticas e outras responsabilidades, mas sim quando são sempre eles a fazerem as tarefas domésticas (pelo menos quando lá estamos em casa ou quando ligamos), quando são eles que ficam com os filhos por a mulher ter o jantar da empresa ou com as amigas (e ela nunca fazer o mesmo quando o marido quer ir jantar com os seus amigos). Obviamente que poderão ser casos isolados, que não se poderão generalizar. Todavia, independentemente da guerra dos sexos que muitos parecem querer perpetuar, em prol de quê, se abdica da individualidade por algo que nada tem de partilha, mesmo estando-se muito tapadinho de amor? E quem pode ficar contente com esta subjugação do parceiro? E quem pode achar que, a longo prazo, isto não trará consequências nefastas para a relação (sim, sim, essa mesmo, a boazona lá do escritório, sempre tão disponível e solícita)?

Ainda nos balanços ou até onde estamos disponíveis para ir?

A streetcar named desire, 1951

Uma das grandes lições de 2014 aprendi-a com uma desconhecida. Fiz um workshop com a astróloga Bárbara Bonvalot, na Sopro d’alma, sobre astrologia e relações. O objectivo era o de analisar a forma como cada qual funciona dentro das relações afectivas, do ponto de vista de astrologia. Com isto, pretender-se-ia ter uma nova perspectiva sobre nós próprios e como funcionamos; no fundo, tomarmos maior consciência de nós mesmos e com isso melhorar a forma de nos relacionarmos.
Quando foi perguntado à assistência se o amor bastava para uma relação dar certo, apressei-me a dizer que não; que há factores que são alheios às duas partes. Ideia diferente tinha outra colega. Para ela, é também o amor que faz (ou deveria fazer com que) houvesse vontade de transformar ou contornar as adversidades. Se uma das partes não está disposta a fazer a sua parte, então é porque não há amor.

E embora estivéssemos a falar do mesmo, ainda que com perspectivas diferentes, para mim foi um verdadeiro balde de água fria ou murro no estômago. Tinha ali a explicação para tanta coisa do meu passado, quer na segunda, quer na primeira pessoa.